sexta-feira, 12 de novembro de 2010

12/11/2010 14h13 - Atualizado em 12/11/2010 15h09

Dirceu Lopes visita a Toca e afirma: ‘Estou sentido clima de campeão’

Ídolo do Cruzeiro nos anos 1970 se encontrou com os jogadores para
levar uma mensagem de otimismo antes do jogo contra o Corinthians

Por Fernando Martins Y Miguel Belo Horizonte

Dirceu Lopes no CT do Cruzeiro Toca da RaposaDirceu Lopes visita a Toca da Raposa II
(Foto: Fernando Martins / Globoesporte.com)

Nesta reta final do Campeonato Brasileiro, os jogadores do Cruzeiro têm recebido visitas ilustres antes de cada partida decisiva. Desta vez, antes da ‘final’ contra o Corinthians, neste sábado, às 19h30m (de Brasília), no Pacaembu, o ex-meia Dirceu Lopes esteve presente na Toca da Raposa II. Dirceu Lopes revelou algo que deixou os cruzeirenses empolgados.

- Estou sentindo um clima de campeão. Conversei com eles e, se Deus quiser, eles farão um bom jogo neste sábado.

O ídolo celeste se encontrou com os jogadores do Cruzeiro para levar uma mensagem de otimismo.

Campeão da Taça Libertadores de 1976, Dirceu faz regularmente visitas ao clube. Porém, desta vez, revelou que teve um gostinho especial.

- Sou amigo do Benecy Queiroz, supervisor do clube, e venho sempre que posso. Mas hoje vim conversar com os jogadores, dar aquela palavra de apoio para esse jogo difícil que eles terão em São Paulo.

Os jogadores gostaram da presença do ídolo celeste. O atacante Wellington Paulista aprovou o encontro.

- É importantíssimo. O cara já conquistou muita coisa aqui. Ele sempre passa palavras de incentivo para nós. Não tem cobrança. Isso nos incentiva bastante. Vamos tentar conseguir a vitória para a torcida e para ele também.

As palavras de Dirceu Lopes mexeram até com o experiente Gilberto.

- É bacana essa importância que o clube dá a seus ídolos. O Dirceu viveu tantas glórias. O Piazza também já veio. É importante em um momento de decisão passar umas palavras de incentivo ao grupo.

O técnico Cuca já havia levado o maratonista Franck Caldeira, antes da partida contra o Atlético-GO, para falar sobre conquistas. Para o confronto contra o Vitória, em Salvador, no último domingo, o treinador promoveu uma palestra do campeão paraolímpico Clodoaldo Silva, como exemplo de superação para os jogadores.

Apesar de conhecer Conca e Montillo, Batista diz não pensar em convocação

Treinador da seleção diz que argentinos têm possibilidades de disputar a Copa América como todos os compatriotas, mas que ainda não cogita chamá-los

Por Cahê Mota Direto de La Plata, Argentina

Sergio Batista, ArgentinaSergio Batista diz que Conca e Montillo estão em
uma lista de observação (Foto: EFE)

Para muitos torcedores brasileiros, Darío Conca e Walter Montillo são os dois principais nomes do Brasileirão. Para os argentinos, são apenas mais dois bons apoiadores nascidos no país. Ignorados pelos próprios compatriotas apesar de triunfaram no futebol pentacampeão do mundo, a dupla nunca foi convocada para a seleção principal e não entusiasma muito o técnico Sérgio Batista.

Durante o sorteio dos grupos da Copa América, realizado quinta-feira em La Plata, o substituto de Diego Maradona foi perguntado sobre a dupla que joga no Brasil e garantiu conhecê-los, mas não mostrou empolgação ao comentar uma possível convocação.

- Como não iria conhecê-los? São grandes jogadores, bem dotados tecnicamente e que gosto muito. Mas ainda não penso em chamá-los. Como os conheço, obviamente estão em uma lista e, assim como todos os argentinos, podem disputar a Copa América.

Campeão do mundo em 1986 e um dos nomes mais influentes dentro da Associação do Futebol Argentino (AFA), o ex-treinador e atual dirigente Carlos Bilardo também não se entusiasmou com a ideia de ter Montillo e Conca na equipe nacional. Sem muitas palavras, tratou a possibilidade com um certo desprezo.

- Conhecemos, mas se podem ir para a seleção eu não sei. Isso depende do técnico.

Enquanto isso, somente D´Alessandro foi chamado dos argentinos que jogam no Brasil. O meia do Internacional está no grupo que encara os brasileiros na próxima quarta, no Qatar.

montagem montillo conca, cruzeiro x fluminense

MONTILLO O ÍDOLO AZUL CELESTE

Do gol contra ao gol por cobertura: Montillo, o esquilo que virou raposa

Lance cômico similar ao que eliminou o Fla da Libertadores chamou a atenção na infância. Ele contou com a proteção do pai para vingar no futebol

Por Cahê Mota Direto de Buenos Aires

header dossie argentina montillo

Quando deixou Juan para trás, ele viu uma avenida em sua frente, partiu em disparada e, com muita classe, tocou por cima de Bruno. Aos 27 minutos do segundo tempo de partida realizada no dia 20 de maio deste ano, Walter Damián Montillo não tinha a exata noção da porta que abria na sua vida. A corrida enlouquecida para celebrar com os companheiros no estádio Santa Laura, em Santiago, no Chile, explicava-se por encaminhar a classificação do Universidad de Chile - diante do Flamengo - para a semifinal da Libertadores.

Mas o lance representou muito mais do que isso para a carreira do apoiador. Valeu a transferência para o “país dos melhores” e onde, segundo seu próprio pai, encontraria seus semelhantes futebolisticamente. Procurado pela vítima rubro-negra, optou pelo Cruzeiro. Desembarcou, aos 26 anos, há poucos meses em Belo Horizonte e teve de imediato a certeza de que ser uma raposa é muito melhor do que ser um esquilo.

Montillo carreira Montillo em três momentos: vestindo a camisa do San Lorenzo e com o sobrinho no colo, festejando título no Universidad de Chile e na infância em Lanús (Foto: arquivo pessoal)

Isso mesmo, esquilo. Porque por onde você passe em Buenos Aires poucos conhecem Montillo, que defendeu por cinco temporadas, desde a base, o San Lorenzo. Mas certamente já ouviram falar da “Ardilla”, tradução em castelhano para o pequeno animal roedor. Pelo porte físico e estilo rompedor com a bola no pé, seja o direito ou esquerdo, o apoiador recebeu este apelido assim que se profissionalizou no futebol argentino, aos 17 anos. Sua história no esporte, entretanto, começou bem antes, ainda na infância. Mais precisamente quando, com apenas quatro anos, fez um gol muito similar ao que o transformou em carrasco do Flamengo, mas com um “pequeno” detalhe: foi contra.

Sem desmerecer os outros, Walter (o filho) sempre foi diferente dos demais. Tinha algo especial. Todos tinham velocidade, disposição física, mas ele tinha inteligência"
Walter, pai de Montillo

- Eu me lembro que uma vez tive a curiosidade de ir vê-lo jogar e fiquei impressionada em perceber como tinha talento. Foi numa sexta-feira. Já no sábado tinha uma partida, e o levei. Foi a primeira partida que Walter jogou. Fiquei muito nervosa. E ele atuava como adversário de três amigos do bairro. Até que fez um golaço bárbaro, um chute lindo do meio da quadra. Só que todo mundo começou a rir, e apenas ele celebrava, corria e beijava a camisa. O gol foi contra (risos). Walter comemorava com os amigos, mas que eram adversários. Foi a grande atração do dia - recordou a mãe do cruzeirense, Marta Montillo.

O lance cômico aconteceu em seu primeiro clube, o Defensores de Arena, em Lanús, na grande Buenos Aires, cidade onde nasceu. Lá permaneceu até os 10 anos, sempre com a companhia e apoio do fã número um: Seu Walter, pai coruja e superprotetor.

- Sem desmerecer os outros, Walter (o filho) sempre foi diferente dos demais. Tinha algo especial. Todos tinham velocidade, disposição física, mas ele tinha inteligência. Já sabia o que fazer com a bola antes mesmo de recebê-la. Além de tudo, sempre foi doce, respeitava os técnicos, era bom companheiro - conta.

Para o pai, futebol só por diversão

O encantamento com o talento do filho era tanto, que Walter, funcionário do setor administrativo do fórum da cidade, criou com amigos o clube Lanús Noroeste para receber seu camisa 10 preferido, após curta passagem pelo Quintana. Era uma forma de ter Montillo sempre por perto e distante dos inúmeros empresários que o procuravam para testes com equipes profissionais.

Montillo carreira Retrato mostra recordações de Montillo e a esposa
em Búzios (Foto: Cahê Mota/Globoesporte.com)

- Eu nunca quis deixar que ele fizesse teste em clubes. Se o chamassem para ir mesmo que fosse para Mar Del Plata, Walter iria, pois sua paixão sempre foi o futebol. Mas aqui as divisões de base são muito competitivas. Não se fazem amigos, se fazem inimigos. Há muita pressão. Sempre preferi que ele se divertisse. Isso era o mais importante. O compromisso era algo só para mais adiante.

A preocupação maior era com que o futebol não se transformasse em um fardo para o filho e seguisse sendo uma brincadeira. De família de classe média, o camisa 10 do Cruzeiro nunca passou por necessidades e tinha a “pelota” como um passatempo prazeroso e que, ao mesmo tempo, o transformava em um jovem responsável e disciplinado.

O sonho de viver do esporte que amava, por outro lado, criava um trevo na cabeça de Montillo, que não aprovou de cara a iniciativa do pai. Como argumento, Walter impunha limites e dizia que, se realmente tivesse talento, novos convites surgiriam na hora certa.

- Na época, ele não gostava, mas com o tempo me agradeceu. Era normal receber convites, mas eu sempre dizia não, não, não. Se ele tinha condição de jogar, não precisava apressar. Era algo que aconteceria mais para frente. Muitos jovens que jogam as divisões inferiores aqui na Argentina já chegam ao profissional estourados.

Montillo carreira famíla Montillo ao lado dos pais (Foto: arquivo pessoal)

E a profecia do genitor se transformou em realidade. Figura máxima do Lanús Noroeste até os 14 anos, Montillo já não cabia mais nas quadras de futsal em que jogava e necessitava de algo maior. Foi quando se transferiu para o Villa Modelo, clube que defendeu por dois anos até que, enfim, recebeu o aval para tentar a sorte no mundo competitivo. A primeira oportunidade surgiu como um sonho.

Levado pelo padrinho, a quem sempre considerou o melhor amigo, o meia fez uma peneira no River Plate, equipe pela qual torcida. O resultado, porém, não foi dos melhores.

- Meu irmão, que era o padrinho de Montillo, foi quem o motivou a torcer pelo River. Era fanático. Foi quem sempre o levou para as partidas desde muito pequeno e conseguiu uma oportunidade para um teste no clube. Foi quando permiti pela primeira vez. Existiam 200 jogadores e, ao término do treino, o técnico o chamou e disse que tinha uma condição bárbara, mas que viria um outro garoto de fora, não teria espaço e não ficaria.

A frustração não abateu o adolescente de 16 anos, que precisou de apenas uma semana para se refazer e tentar a sorte em outro grande argentino: o San Lorenzo. Dessa vez, não foram necessários mais do que alguns minutos para que fosse não somente aprovado como chamado para treinar imediatamente entre os juvenis. Aí, sim, sonho realizado e estratégia traçada por Seu Walter cumprida com sucesso, certo? Não.

O período no futebol amador impediu que Montillo pegasse os vícios e malícias das competições. Ele chegou ao “Ciclón” zerado, sem lesões, pronto para brilhar, mas com um problema: nenhum preparo físico.

- Tecnicamente, Montillo sempre esteve muito bem, mas fisicamente era zero. Como nunca tinha estado em categoria de base, a diferença era como se os companheiros fossem aviões e ele um carro. Por isso, levou seis meses fazendo trabalhos específicos até que jogasse pela primeira vez. Nada, porém, o deixou desanimado. Jogar futebol era o mais importante desde sempre. Na infância, por exemplo, se eu o colocasse de castigo sem jogar, queria me matar.

Sensação na base, disputa Mundial Sub-20 na vaga de Conca

Passado o período para que chegasse ao mesmo nível dos demais, Montillo viveu uma temporada perfeita pelo San Lorenzo, em 2001. Membro de uma geração que tinha, entre outros talentos, Pablo Zabaleta (hoje no Manchester City), ele era um dos principais nomes da equipe que virou mania nas divisões de base da Argentina. Chamada de “Sexta Sinfonia” por jogar a sexta divisão, espécie de juvenil no Brasil, estampou jornais, fez sucesso e, em 2002, com apenas um ano e meio de clube, foi chamado para integrar os profissionais.

Nos primeiros meses, as poucas oportunidades até eram normais e foram compensadas pela convocação para integrar a seleção sub-20 que disputou o Mundial da categoria nos Emirados Árabes, em 2003. Testado, por pouco não ficou fora da competição, mas fez parte da lista final graças à lesão de seu principal concorrente, um apoiador que reencontrou em gramados brasileiros e que conhece bem.

- Por conta da lesão de Darío Conca, Walter foi convocado para o Mundial. Os dois são amigos, na época até se falaram pelo telefone - contou o pai.

Montillo carreira primeiro troféuAinda criança, Montillo exibe o primeiro troféu de sua carreira (Foto: arquivo pessoal)
Para mim, seu melhor momento é no Cruzeiro, onde joga mais solto. Em 'La U', ainda tinha que marcar um pouco. Com Cuca, tem liberdade, joga contente"
Walter, pai de Montillo

Na competição na Ásia, teve como companheiros Mascherano e Herrera, atacante do Botafogo. Titular em algumas partidas, Montillo teve boa participação na disputa, mas a Argentina ficou com a quarta colocação, após ser derrotado pelo Brasil nas semifinais, e o retorno para casa não foi como esperado. Com Néstor Gorosito como técnico, a “Ardilla” até teve boas chances e ajudou o San Lorenzo a ficar com a terceira colocação no Campeonato Argentino de 2004, mas a melhor recordação vem do dia em que foi relacionado pela primeira vez para o banco de reservas e agradeceu ao pai por todas as orientações até a realização do sonho.

- No San Lorenzo, ele sofreu muito. Por inúmeras vezes ficou sem sequer ir para o banco e não entendia o motivo de não ser aproveitado. Foi preciso ter muita força e ele sempre lutou. Um dia inesquecível foi quando (Manuel) Pellegrini (chileno, hoje técnico do Málaga) pela primeira vez o convocou para jogar na Primeira Divisão. Walter saiu para treinar normalmente, voltou com uma bolsa com todos os uniformes do time de cima e disse: “Pai, vou enfrentar os Estudiantes”. Nos abraçamos e choramos.

No Ciclón foram 36 partidas e dois gols em pouco mais de três anos como profissional. Neste período, uma passagem rápida pelo Morellia, do México, foi atrapalhada pela altitude, apesar de ter sido titular e entrado em campo 25 vezes (três gols). Até que, finalmente, a promessa virou realidade. Longe de Lanús, longe de Buenos Airens. Em Santiago, no Chile.

Contratado pelo Universidad de Chile, Montillo encontrou a sequência de jogos que tanto buscava e se tornou a principal figura. Por “La U”, conquistou títulos e brilhou na Taça Libertadores deste ano, competição vencida pelo Inter de Porto Alegre, mas que tem explicação para não ter ficado com os chilenos, na opinião do pai do cruzeirense.

- No Chile, ele teve continuidade e a chance de jogar livre. Foi quando cresceu o nível de seu futebol. Mas a parada para a Copa do Mundo foi péssima para “La U”. Tirou todo o ritmo. Quando voltaram para as semifinais, a concentração já não era a mesma, muitos jogadores estavam negociados. Foi algo que prejudicou muito.

Prejudicou a equipe, mas ajudou Montillo. Justamente durante o Mundial, o apoiador teve tempo para receber inúmeras propostas do Brasil e decidir pelo melhor destino. Recusou o Vasco. Recusou o Flamengo. Mas aceitou o Cruzeiro e encontrou um treinador que lhe deu o que sempre buscou: liberdade para ser feliz em campo.

Montillo carreira pais casaWalter e Marta exibem foto de Montillo em "La U"
(Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)

- Para mim, seu melhor momento é no Cruzeiro, onde joga mais solto. Em “La U”, ainda tinha que marcar um pouco. Com Cuca, tem liberdade, joga contente - acredita o pai.

Tal postura pode estar relacionada à identificação de Montillo com o futebol brasileiro. Habilidoso e criativo, encontrou empecilhos sempre que recebeu orientações para desempenhar funções defensivas em outras equipes. Algo que não acontece no Brasil, considerado sua terra natal pelo pai.

- Montillo tem o estilo do futebol brasileiro, é como se tivesse nascido nesse país. É o tipo de jogo que mais o agrada. Sempre tive a certeza de que teria sucesso no Brasil. Tomara que fique toda a vida por lá, ficaria mais feliz do que na Europa. Minha única reclamação é por não poder vê-lo jogar pela televisão (risos).

Seu Walter tem quatro rodadas para resolver o problema. Afinal, coruja e superprotetor como é, não gostaria nada de perder a oportunidade de torcer pelo filho na disputa do título do Brasileirão, que será decidido no próximo dia 5 de dezembro.

sábado, 6 de novembro de 2010

Cruzeiro vs Atlético MG..Campeonato Mineiro de 2009

Henrique completa, diante do Vitória, 150 jogos com camisa do Cruzeiro

Volante quer de presente uma vitória cruzeirense em pleno estádio Barradão

Por Fernando Martins Y Miguel Salvador, BA

henrique cruzeiro treinoHenrique espera comemorar jogo 150 com vitória
neste domingo (Foto: Washington Alves / Vipcomm)
Ele é o terceiro jogador do Cruzeiro que mais atuou nesta temporada. Neste domingo, o volante Henrique não terá apenas mais uma partida para jogar. Será especial: a de número 150 dele com a camisa celeste.

Contratado junto ao Jubilo Iwata, do Japão, Henrique assumiu a titularidade no meio-campo celeste após a saída de Ramires. E é um dos atletas do atual elenco estrelado que mais vestiu a camisa do Cruzeiro.

Apenas Fábio (361), Jonathan (235) e Marquinhos Paraná (166) atuaram mais que o volante. Este ano, com 53 partidas realizadas, ele fica atrás de Fábio e Thiago Ribeiro que jogaram 57 e 55 vezes, respectivamente.

- É muito importante completar uma marca como essa. Sou um jogador que tem uma característica de não se lesionar, por isso os jogos vão vindo e os números também.

Henrique reconhece que teve uma queda de rendimento nos últimos jogos. Coincidência ou não, nas últimas quatro partidas, o time perdeu três.

- A gente sabe quando não joga bem. Temos auto-crítica. Sou um jogador que venho jogando muito e sei que não vou manter o nível em alguns jogos. O importante é ajudar e fazer o seu melhor dentro de campo.
O técnico Cuca promoveu mudanças importantes na equipe no primeiro treinamento que antecede o duelo contra o Vitória, neste domingo, às 17h (de Brasília), no Barradão, em Salvador. O treinador sinalizou com a possibilidade de escalar a Raposa com três zagueiros.

No treinamento no CT do Bahia, o treinador conversou muito com os jogadores de defesa e, quando iniciou a atividade, escalou Gil, Léo e Edcarlos.

- Ainda não defini. A gente treinou duas situações, com dois e com três zagueiros. Vamos esperar mais um pouco para definir – explicou o treinador celeste.

Com a entrada de Gil na equipe, a tendência é que o atacante Robert deixe o time. Com isso, o treinador fará com que o meia Montillo atue mais à frente, ao lado de Thiago Ribeiro. O argentino reconheceu que poderá atuar mais adiantado.

- Com três zagueiros, eu tenho mais liberdade para atacar. Mas vamos ver se o treinador irá optar por essa formação.

Outra mudança na equipe será o retorno de Marquinhos Paraná ao meio-campo. Ele cumpriu suspensão diante do São Paulo e entrará na vaga de Fabrício, que recebeu o terceiro cartão amarelo contra o Tricolor paulista.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Conheça Giovanni Moreno, o camisa 10 do Racing que desperta interesse no Cruzeiro

qua, 03/11/10
por Futebol Argentino |
categoria Apertura, Racing

moreno
Neste feriado, enquanto todas as atenções estavam voltadas para a eleição presidencial, uma notícia movimentou o futebol nacional, a intenção do Cruzeiro com contar com o camisa 10 do Racing, Giovanni Moreno.

O colombiano, que é fã de Juan Roman Riquelme, camisa 10 do Boca Juniors, e chegou nesta temporada no Racing por 7 milhões de dólares, é considerado uma das grandes promessas do campeonato argentino, e uma das grandes esperanças da Academia em conseguir retornar a uma competição internacional.

Veja:
Presidente do Racing confirma que não irá liberar Moreno

Gio, como é chamado, começou sua carreira no Florida Soccer, em 2005, uma equipe da segunda divisão do futebol colombiano. Peregrinou por algumas outras equipes de menor expressão na Colômbia, e esteve próximo de defender o Saint Ettiene, na França, mas não ficou devido ao fato do clube não ter espaço para jogadores estrangeiros. O Mlada Boslelav da República Checa também esteve interessado no camisa 10, mas ele acabou por voltar para o Envigado, onde foi campeão da B Nacional, e saiu como goleador.

A grande atuação no Envigado chamou a atenção de algumas equipes brasileiras, mas Moreno acabou sendo contratado pelo Atlético Nacional. Na equipe, Moreno ficou de 2008 a 2010, disputou 84 partidas e marcou 39 gol.

Foi contratado pela Academia, em uma parceria com um grupo de empresários, por cerca de 3 milhões de dólares por 50% (o clube possui 37,5%) do passe do jogador. Em seu primeiro campeonato no clube, se destacou nas vitórias do Racing Club sobre o Lanús por 4 a 0 na 7ª rodada, na vitória sobre o Huracán por 3 a 0 na 9ª rodada, e também nos seus dois últimos jogos ( vitória contra Argentinos Juniors e empate com o River Plate) respectivamente, na 11ª e 12ª rodadas.

Gio Moreno já marcou 5 gols no Apertura, sendo 3 de jogadas tramadas com bola rolando, um de tiro livre e um de pênalti. Vale destacar que Moreno não esteve em campo nas derrotas para o Estudiantes, Independiente e Colón. Nestas três partidas, o D.T. Miguel Angel Russo optou por organizar taticamente o Racing através dos esquemas, 3-3-2-2 (contra o time Pincha); 4-2-2-2(diante do el Rojo) e 4-3-2-1( frente ao Colón), esquemas estes que tiveram em comum, a escalação de dois jogadores na função de armação, mas que mesmo assim, não conseguiram render para o time o que Moreno tem conseguido render quando está em campo e o esquema tático adotado é o 4-3-1-2.
O diário argentino Olé, comparou o futebol de Gio Moreno a ‘dois Rubens’. Moreno teria em sua canhota a mesma qualidade que apresentava o Uruguaio Ruben Paz(atuou no Racing entre 1987-89 e depois,entre 1990-92) e a visão de jogo e capacidade técnica do argentino, Ruben Oscar ‘el Mago’ Capria, que também foi ídolo do Racing Club ( atuou em La Academia, entre 1995-97 e depois, entre 2005-2006).

De acordo com a imprensa argentina, a atuação do jogador na partida diante do River Plate, teria interessado ao Cruzeiro, que chegou a oferecer cerca de 10 milhões de dólares pelo camisa 10. Agustín Jiménez, representante do jogador, negou ao blog, com veemência, que teria recebido qualquer oferta pelo jogador. A Academia não se mostrou muito interessada nos valores, apesar de alto, e pretende manter o jogador até o final da temporada para tentar vender para o futebol europeu.

Veja alguns lances do jogador no Racing (clube que defende há pouco mais de 3 meses)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Nem mesmo o feriado do Dia de Finados e nem o tempo chuvoso que pairou sob o céu de Uberlândia foram capazes de desanimar os torcedores de Cruzeiro e São Paulo para o duelo desta quarta-feira, às 22h (de Brasília), no Parque do Sabiá.

Cerca de 9.800 ingressos foram vendidos até às 18h desta terça-feira, o que foi considerado satisfatório pela diretoria do Cruzeiro, mandante da partida.

- Acreditamos que amanhã (quarta) teremos algo em torno de 20 a 25 mil torcedores. Menos que isso acho que não dá – comentou o diretor de futebol da Raposa, Dimas Fonseca.

A venda de ingressos prossegue nesta quarta-feira até o segundo tempo da partida, porém, somente em Uberlândia. Foram colocados 45 mil ingressos à venda.

O setor mais barato é o da arquibancada verde, que sai por R$ 15. As entradas de arquibancada azul, vermelha e cadeira cativa saem por R$ 20; a arquibancada amarela por R$ 35 e a cadeira numerada por R$ 70. Estudantes, menores de 12 anos e maiores de 60 anos pagam a metade em todos os setores.

Diego Renan esquece saldo de gols e se concentra nos pontos e vitórias

Para o lateral-esquerdo cruzeirense, diferença para o Fluminense no terceiro critério de desempate é difícil de ser tirada em apenas seis rodadas

Por Marco Antônio Astoni Belo Horizonte

Diego Renan treina na TocaDiego Renan não projeta pontuação para o título
(Foto: Fernando Martins / Globoesporte.com)

As últimas rodadas do Campeonato Brasileiro têm tudo para ser emocionantes. Afinal, o Fluminense só está à frente do Cruzeiro na tabela por causa do saldo de gols (20 a 13), após empatarem em pontos ganhos (57 a 57) e em número de vitórias (16 a 16). Nas últimas seis rodadas, portanto, a disputa deverá ser travada palmo a palmo. Isto sem mencionar times como Corinthians (54 pontos) e Botafogo (51 pontos), que também estão vivos na disputa. O lateral-esquerdo Diego Renan disse que os jogadores cruzeirenses não projetam a pontuação ideal para a conquista, mas procuram vitórias seguidas que aproximem o time do título.

- Não fazemos projeção de pontos. Não podemos desperdiçar oportunidade de vencer, porque no final, com certeza, vamos estar ali na disputa. Estamos empatados com o Fluminense, a diferença é só no saldo de gols, então temos que pontuar. A diferença é de sete gols, e em seis rodadas não sei se dá para tirar. Estamos buscando ganhar nos pontos e esquecer o saldo de gols.

O próximo compromisso do Cruzeiro será contra o São Paulo, na quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), no Parque do Sabiá, em Uberlândia. Diego espera um jogo muito difícil para a equipe celeste.

- Toda vez que a gente vai jogar contra o São Paulo, é jogo complicado. O time está ciente de que vai ser um jogo difícil, mas a gente está jogando em casa e não pode perder a oportunidade de pontuar.

A vitória sobre o Grêmio Prudente, na última rodada, por 2 a 0, em Presidente Prudente, foi de suma importância para o Cruzeiro, segundo o lateral. O time vinha de duas derrotas seguidas, e o triunfo no interior paulista deixou o time colado no Fluminense.

- A gente vinha de duas derrotas seguidas, mas, graças a Deus, venceu o Prudente. Foi um jogo complicado, mas agora é dar sequência.