terça-feira, 14 de dezembro de 2010

14/12/2010 10h38 - Atualizado em 14/12/2010 14h56

Reconhecimento do título de 1966 lembra geração de ouro do Cruzeiro

Vitória sobre Santos de Pelé é considerada uma das maiores da história

Os torcedores mais antigos e os historiadores do Cruzeiro são unânimes em afirmar que a conquista da Taça Brasil de 1966 e a inauguração do Mineirão, um ano antes, são os dois marcos transformadores do clube. Se antes o Cruzeiro era uma força regional, depois de Tostão, Dirceu Lopes e companhia virou uma grande potência nacional.

O título de 1966, conquistado com duas inesquecíveis vitórias sobre o Santos de Pelé, foi reconhecido pela CBF como equivalente ao Campeonato Brasileiro, disputado a partir de 1971. Com isso, o Cruzeiro passa a ser bicampeão brasileiro. Os dois títulos, somados a quatro conquistas da Copa do Brasil, fazem o clube mineiro ser um dos maiores vencedores de taças do país em todos os tempos.

Veja, acima, vídeo com entrevista de Piazza, integrante do time campeão de 1966.

TostãoPara Tostão, oficialização do título de 66 é
importante para o clube (Foto: Arquivo Pessoal)

Para Tostão, um dos maiores ídolos cruzeirenses, o reconhecimento apenas oficializa uma conquista que ele já comemorava desde os anos 60.

- Para mim, não muda nada. Eu me sinto campeão brasileiro desde 1966, já que era o título mais importante disputado no Brasil. Além disso, ganhamos do melhor time do mundo, que era o Santos. De qualquer maneira, é importante para o clube a oficialização do título.

Palco

O Rio de Janeiro já tinha o Maracanã desde 1950. E São Paulo, desde 1940, já contava com o charme e o conforto do Pacaembu, cravado no coração da cidade. Belo Horizonte, na época dividida entre a força de América, Atlético e Cruzeiro, tinha o Independência como seu principal palco para o futebol. A capital mineira anseava por um estádio que comportasse maior público e, embalado pelas construções faraônicas da época da ditadura militar no Brasil, o governo de Minas ergueu o Mineirão.

A construção do novo estádio coincidiu com o surgimento de uma geração fantástica de craques no Cruzeiro, que somada a uma base sólida, tricampeã mineira entre 1959 e 1961, formou um dos times mais fantásticos da história do futebol brasileiro.

Esquadrão

Historicamente, o grande clássico mineiro era disputado entre América e Atlético, até os anos 1950. O Cruzeiro, fundado pela colônia italiana de Belo Horizonte como Palestra Itália, em 1921, surgiu como terceira força da cidade e, aos poucos, foi conquistando torcedores, ganhando espaço e conquistando títulos.

A fabulosa geração composta por Tostão, Dirceu Lopes, Piazza e Natal, em meados dos anos 1960, se uniu a nomes já sólidos no clube como Procópio e Hilton Oliveira, tricampeões em 1961. E reforços vindos de fora do estado, como Raul e Evaldo, acabaram formando um time fabuloso.

1966

A Taça Brasil era o único torneio brasileiro que reunia equipes de todo o país. Disputada pelos campeões estaduais do ano anterior, era dividida em chaves regionais. Em 1966, 22 clubes participaram da competição, que contou com times tradicionais como Fluminense, Grêmio, Palmeiras e Náutico, e pequenos como Internacional de Lages, de Santa Catarina, e Anápolis, de Goiás. Clubes que já não existem mais como Rabello, de Brasília, e Ferroviário, de Curitiba - um dos sub-embriões do Paraná Clube -, também disputaram a Taça Brasil naquele ano.

Na primeira fase, o Cruzeiro enfrentou o Americano, campeão do extinto estado da Guanabara. Com duas goleadas (4 a 0 e 6 a 1), o Cruzeiro se classificou para pegar o Grêmio. Após um empate por 0 a 0 em Porto Alegre, o Cruzeiro fez 2 a 1 no Mineirão e avançou para as semifinais da competição.

O próximo adversário foi o Fluminense, que seria solenemente ignorado. O Cruzeiro venceu o atual campeão brasileiro duas vezes. No Mineirão, um magro 1 a 0, mas, no Maracanã, convincentes 3 a 1 começaram a chamar a atenção do país para o jovem time mineiro.

Grande final

Na final do torneio, o Cruzeiro enfrentaria simplesmente o Santos, então pentacampeão da Taça Brasil. O Peixe tinha em seus quadros, entre outros, Pelé, Zito, Mengálvio e Edu, alguns dos maiores jogadores brasileiros de todos os tempos.

Se vencer o time praiano era uma tarefa difícil para a turma de Tostão e Dirceu Lopes, aplicar 6 a 2, com 5 a 0 só no primeiro tempo, parecia história de conto de fadas. E foi exatamente o que aconteceu. Numa noite pra lá de inspirada, o Cruzeiro goleou o Santos impiedosamente, e levou para o jogo de volta, no Pacaembu, o direito de jogar pelo empate. Qualquer vitória do Santos provocaria uma terceira partida.

Em São Paulo, o Santos entrou mais ligado no jogo e terminou o primeiro tempo com 2 a 0 de vantagem, o que gerou uma das grandes histórias folclóricas ligadas à conquista do Cruzeiro. No intervalo do jogo, o presidente da Federação Paulista de Futebol, Mendonça Falcão, teria procurado o presidente do Cruzeiro, Felício Brandi, para acertar os detalhes da realização do terceiro jogo, em campo neutro. O dirigente cruzeirense, segundo relatos da época, expulsou Falcão do vestiário aos berros.

Lenda ou verdade, o fato é que o Cruzeiro, mais uma vez, fez o que parecia impossível: virou o jogo e saiu do Pacaembu com a Taça Brasil de 1966 nas mãos. Os 3 a 2 sobre o Santos de Pelé, em São Paulo, são considerados, até hoje, uma das maiores vitórias do Cruzeiro em todos os tempos.

Hino para os campeões

Do time titular do Cruzeiro em 1966, apenas Hilton Oliveira não poderá receber as prováveis homenagens que o Cruzeiro e a torcida devem fazer aos ex-atletas. O ponta-esquerda da conquista faleceu em março de 2006, vítima de uma pneumonia. Todos os outros titulares estão vivos.

O fantástico time, que também venceu cinco campeonatos mineiros (1965/1969), e foi a base para a conquista de mais quatro (1972/1975), além da Taça Libertadores de 1976, foi eternizado em uma música, que virou uma espécie de segundo hino do clube, na época da vitória sobre o Santos. A música é lembrada até hoje pelos torcedores mais fanáticos.

"Ê Cruzeiro, você foi campeão do Brasil
Honrando sua cor azul anil
Venceu o Santos de Pelé
Mostrou que é bom, e deu olé

Ê Cruzeiro, você traz alegria
Mostrando à massa
A sua academia

Raul na meta
Procópio e Neco
William, Pedro Paulo, Piazza e Natal
Dirceu Lopes, o furacão
E o grande artilheiro Tostão
Evaldo que não é de brincadeira
E lá na ponta corre o Hilton Oliveira"

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Cruzeirense Montillo brilha e fatura o Troféu Armando Nogueira 2010

Meia argentino da Raposa supera Conca e D'Alessandro na avaliação dos especialistas, e vence Troféu Armando Nogueira com média 6,82

Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo

montillo cruzeiro gol grêmioMontillo não deu chances a rivais e sempre liderou o Armandão (Foto: Lucas Uebel / Vipcomm)
Top 10 final do Armandão
Jogador (clube) Média (jogos)
1 - Montillo (Cruzeiro) 6,82 (23)
2 - D'Alessandro (Internacional) 6,45 (20)
3 - Conca (Fluminense) 6,36 (38)
4 - Neymar (Santos) 6,35 (31)
5 - Victor (Grêmio) 6,32 (35)
6 - Fábio (Cruzeiro) 6,31 (36)
7 - Douglas (Guarani) 6,27 (24)
8 - Ricardo Oliveira (São Paulo) 6,23 (15)
9 - Jorge Henrique (Corinthians) 6,20 (25)
10 - Rogério Ceni (São Paulo) 6,17 (38)

O argentino Montillo só chegou ao Cruzeiro com o Campeonato Brasileiro em andamento, mas atropelou todo mundo. Se não conseguiu levar o clube mineiro ao título, ao menos o camisa 10 garantiu, com sobras, a vitória no Troféu Armando Nogueira, que teve sua segunda edição encerrada neste domingo. Com média 6,82 em 23 jogos disputados, o baixinho superou os compatriotas D'Alessandro, do Internacional, e Conca, do campeão Fluminense, sendo assim o craque nas notas da premiação.

A seleção do campeonato foi montada após a apuração das médias de todos os jogadores que disputaram, pelo menos 13 partidas no Brasileirão. Os autores das notas foram sempre os comentaristas do SporTV e repórteres do GLOBOESPORTE.COM.

Montillo estreou com a camisa celeste somente na 14ª rodada, em um empate por 2 a 2 com o São Paulo, no Morumbi. Ele já chegou mostrando a que veio, fazendo uma bela partida e ficando com nota 8. E assim foi ao longo do campeonato, sempre com belas jogadas e gols.

A regularidade do argentino impressionou. Apenas uma vez, ele teve nota abaixo de 5, considerada a média para o prêmio. Em contrapartida, recebeu 8,5 duas vezes, 8 outras três vezes e quase sempre se manteve com notas acima de 6. Quando ficou com o número mínimo de jogos para participar do Armandão, não teve para ninguém. Ele disparou na liderança e não largou mais o osso.

O vice-campeão geral é D'Alessandro, com média 6,45. E Conca, considerado o melhor jogador do Flu campeão brasileiro, ficou com a terceira posição, média 6,36. Ele é um dos únicos três atletas que disputaram todos os jogos. Os outros são os goleiros Fernando Prass, do Vasco, e Rogério Ceni, do São Paulo.

No ano passado, na primeira edição do Troféu Armando Nogueira, o vencedor foi Marcelinho Paraíba, que atuava pelo Coritiba - rebaixado ao fim daquele Brasileirão.

Após ótimo Brasileirão, Montillo
quer mais: 'A seleção é um sonho'

Meia do Cruzeiro ganhou grande destaque ao guiar equipe celeste
ao vice brasileiro. Próximo passo é vestir a camisa da Seleção Argentina

Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo

Montillo e Diogo em Lance do jogo entre Cruzeiro e FluminenseMontillo atuou 23 vezes neste Brasileiro e se
destacou(Foto: Juliana Flister / Vipcomm)

O argentino Montillo é ambicioso e quer voos mais altos com o Cruzeiro. Depois de ter ajudado o time mineiro a chegar ao vice-campeonato brasileiro, o baixinho comemorou a bela temporada e já traçou uma meta importante para 2011: ser lembrado pelo técnico Sergio Batista para a seleção argentina. Destaque do Brasileirão, ele sabe que ganhou maior notoriedade com a transferência para o futebol brasileiro.

- A seleção é sempre um sonho. Meu grande sonho é atuar com a camisa da Argentina, ainda mais quando as coisas vão tão bem. Mas, assim como no Brasil, há grandes jogadores lá e você precisa agarrar qualquer oportunidade que tiver. Já tive a felicidade de atuar pela sub-20, vou trabalhar para ganhar uma chance na principal - destacou Montillo, em evento nesta segunda-feira, no estãdio do Pacaembu.

Entre os hermanos que atuam no futebol brasileiro, D'Alessandro, do Internacional, já foi lembrado na seleção e tem sido convocado. Montillo e Conca, do Fluminense, ainda aguardam uma chance. Para o cruzeirense, porém, mais importante do que uma vaga na seleção foi o ótimo início de carreira no clube. Início, sim, porque ele já avisou que pretende ficar um bom tempo na Toca da Raposa.

- Tenho cinco anos de contrato e quero cumprir. Estou me sentindo muito bem aqui, me adaptei rapidamente e fiz um bom campeonato. Para mim é uma alegria imensa ter sido reconhecido logo no início, e só tenho a agradecer - afirmou o camisa 10.

O único gosto amargo foi o do vice-campeonato brasileiro. Montillo, que jogou 23 partidas e fez sete gols, lamentou o fato de o Cruzeiro ter perdido pontos importantes no meio da competição. Mesmo assim, exaltou a equipe comandada por Cuca, que roubou o segundo lugar do Corinthians na última rodada após uma vitória por 2 a 1 sobre o Palmeiras.

- Fiquei muito triste depois do jogo, mas pelo menos saímos com a cabeça erguida. O vice também é importante, fizemos nosso trabalho que era vencer o Palmeiras, mas o Fluminense acabou vencendo. Vamos esfriar a cabeça, nosso time é bem organizado e pode fazer uma grande temporada em 2011 - completou Montillo.




Na era dos pontos corridos, Cruzeiro mantém regularidade no Brasileirão

Técnico Cuca conseguiu melhor aproveitamento do time celeste desde 2003, quando Vanderlei Luxemburgo levantou a taça pela equipe mineira

Por GLOBOESPORTE.COM Belo Horizonte

Com o fim do Campeonato Brasileiro de 2010 - o oitavo da era dos pontos corridos -, o Cruzeiro conseguiu terminar a competição, mais uma vez, com uma boa participação. Neste ano, com o segundo lugar conquistado, a equipe celeste conseguiu seu melhor resultado desde 2003, quando levantou a taça. O time terminou o Brasileirão com 69 pontos e aproveitamento de 60,5%. Além desses números, outro bom resultado para o técnico Cuca: o Cruzeiro teve apenas nove derrotas em 38 jogos - índice de 23%. O número é inferior apenas ao ano do título, quando foram oito derrotas em 46 jogos.

Veja, abaixo, como foram as participações anteriores do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro de pontos corridos:

Adilson batista, cruzeiro x são pauloCom Adilson Batista, Cruzeiro foi quarto colocado
no ano passado (Foto: Juliana Flister/Vipcomm)

Era Adílson Batista

Na temporada passada, sob o comando de Adílson Batista, o Cruzeiro terminou o Brasileirão com 56 pontos, na quarta posição - aproveitamento de 54% e vaga para a Copa Libertadores.

Vale lembrar que em 2009 o Cruzeiro conseguiu uma bela arrancada no segundo turno, após passar boa parte do campeonato na parte de baixo da tabela, inclusive com algumas rodadas na zona de rebaixamento.

Em 2008, também com Adílson Batista, o Cruzeiro chegou ao terceiro lugar, alcançando 67 pontos e aproveitamento de 58,7%.

Era Dorival Júnior

No ano de 2007, quando Dorival Júnior comandou o Cruzeiro, a equipe celeste conseguiu um quinto lugar - chegou aos 60 pontos. O aproveitamento, depois de 14 derrotas, foi de 52,6%. e o time conseguiu a classificação para a Copa Libertadores do ano seguinte.

PC Gusmão técnico do Ceará PC Gusmão treinou o time em 2005 e durante parte
do Brasileiro de 2006 (Foto: Getty Images)
PC Gusmão e Oswaldo de Oliveira

Em 2006, o Cruzeiro teve dois treinadores durante o Brasileirão. No começo da temporada, PC Gusmão comandou o time. Com o campeonato já em curso, Oswaldo de Oliveira assumiu.

Foi a segunda pior participação na era dos pontos corridos, com o Cruzeiro encerrando a competição em décimo lugar, com 53 pontos e aproveitamento de 46,5%.

No ano anterior, com PC Gusmão, o Cruzeiro terminou em oitavo lugar, com 60 pontos e aproveitamento de 47,6%.

2004: o pior ano

O ano seguinte à conquista do Brasileiro foi o pior do Cruzeiro na era dos pontos corridos. O time teve três treinadores: PC Gusmão, Leão e Ney Franco. Em 46 jogos, foram 22 derrotas e um aproveitamento de apenas 38,40%. O time terminou a competição em 13º lugar.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Para ser campeão brasileiro neste domingo, o Cruzeiro precisa vencer o Palmeiras, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, e ainda torcer por tropeços do Fluminense, que enfrenta o já rebaixado Guarani, no Engenhão, e do Corinthians, que mede forças contra o também rebaixado Goiás, no Serra Dourada, em Goiânia. As chances reduzidas de título não desanimam o armador Montillo.

Cruzeiro pede cuidado contra reservas do Palmeiras

02 de Dezembro de 2010 19:01

Na última rodada do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro terá pela frente um Palmeiras sem motivação e com muitos titulares já gozando férias. Na Toca da Raposa II, porém, o discurso é o de praxe: cautela e respeito ao adversário.

"O pessoal que está de fora quer mostrar porque está no Palmeiras ainda e quer continuar. Acho que tem de tomar cuidado. Não é um time bobo, são jogadores bons, experientes, que já passaram por times grandes", comentou o atacante Wellington Paulista, que vive um jejum de seis jogos sem marcar. "Estou passando por uma má fase, como todo jogador, todo atacante passa. Chegou a minha vez e fico triste por chegar numa hora tão importante para o Cruzeiro."

Para levantar a taça, o Cruzeiro precisa vencer os reservas do Palmeiras na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG), e torcer para que o líder Fluminense e o vice-líder Corinthians não vençam seus respectivos adversários - os rebaixados Guarani e Goiás.

Se não vier o título, a rodada derradeira do Brasileirão poderá, pelo menos, deixar o Cruzeiro em situação mais confortável na disputa da Libertadores de 2011. Em terceiro lugar na tabela, o time celeste pode terminar na vice-liderança, classificando-se automaticamente para a fase de grupos do torneio continental. Caso termine na terceira posição, a equipe mineira terá de disputar uma seletiva.

Contudo, os cruzeirenses garantem que no momento nem pensam em Libertadores. "O foco é somente o título. Estamos acreditando 100%", disse o lateral-direito Rômulo, substituto do titular Jonathan, que cumpre suspensão pelo terceiro cartão amarelo. Rômulo comemorou a chance entre os titulares e a possibilidade de "dar a volta olímpica" na Arena do Jacaré. "Espero que isso aconteça"."No futebol pode acontecer muita coisa, acho que temos chances. Na última rodada, Corinthians e Fluminense podem perder pontos, é difícil, porque são dois times que enfrentam adversários que já estão na série B, mais temos que ganhar, somar três pontos, e se depois sairmos campeões ficaremos muito contentes", declarou o cruzeirense.

Com relação ao chamado doping financeiro, o argentino Montillo, não acredita que a prática seja utilizada no futebol atual. "A gente sempre houve dizer de incentivo para ganhar, mas creio que isso não é mais visto no futebol". O atleta, porém, destaca que não é contra a mala branca. "É um prêmio extra para ganhar, que se dá aos jogadores para fazer o melhor que podem fazer", afirma.

Para o jogo deste domingo, Montillo deve formar o meio campo do Cruzeiro com Henrique, Marquinhos Paraná e Roger. O meia Gilberto, que segue fazendo reforço muscular e não vem treinando ao longo da semana, deve ficar no banco de reservas.

ogadores não esperam moleza contra os reservas do Palmeiras

Zagueiro Léo e o atacante Wellington Paulista acreditam que todos
vão querer mostrar serviço para continuar na equipe em 2011

wellington paulista cruzeiro treinoAtacante sabe que vai ser preciso calma para
vencer o jogo(Foto: Washington Alves / Vipcomm)

Os jogadores do Cruzeiro não acreditam em uma possível facilidade na partida contra os reservas do Palmeiras, domingo, na Arena do Jacaré. Para os cruzeirenses, quem entrar em campo vai querer mostrar trabalho para o técnico Felipão.

De acordo com o zagueiro Léo, que esteve no clube paulista no primeiro semestre, a Raposa terá dificuldades para conseguir uma vitória que poderá dar o título do Brasileiro para o Cruzeiro.

- Todo jogo é difícil. A gente sabe que não tem jogo fácil. Talvez no decorrer do jogo possa ser que se torne fácil, mas a gente tem que fazer ficar. Acho que mesmo sendo os reservas, o pessoal que não vem jogando vai querer mostrar serviço – declarou.

O atacante Wellington Paulista também compartilha da opinião do companheiro.

- Temos que tomar cuidado com o time que vem aí. Todos querem mostrar futebol para serem mantidos na equipe para o próximo ano – disse.

Para o camisa 9 da Raposa, a receita é ter atenção desde o início.

- Não podemos ir afoitos. É marcar certinho para sair no contra-ataque e fazer os gols – concluiu.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Segue mistério sobre o time que Cuca vai mandar a campo na última rodada

Treinador ainda não comandou nenhum coletivo nesta semana. Roger e Gilberto brigam por vaga no meio, ao lado de Montillo na armação das jogadas

Por Fernando Martins Y Miguel Belo Horizonte

gilberto cruzeiro treino Meia só fez trabalhos físicos nesta semana
(Foto: Washington Alves / Vipcomm)

O meia Gilberto não treinou com o restante do grupo na atividade desta quinta-feira, na Toca da Raposa II, e aumentou o mistério com relação à escalação da equipe que enfrenta o Palmeiras, domingo, em Sete Lagoas.

Gilberto fez apenas reforço muscular na academia pelo segundo dia consecutivo. Ele disputa posição no meio-campo com Roger para ser parceiro de Montillo na armação de jogadas. Gilberto também poderá ser escalado na lateral esquerda, no lugar de Diego Renan.

O volante Fabrício está praticamente fora da equipe, assim como foi contra Vasco e Flamengo. O jogador não treina há ,mais de uma semana por conta de uma irritação na cicatriz no abdômen por conta de uma cirurgia de hérnia inguinal, realizada no início do ano.

O time poderá ser o mesmo que enfrentou o Flamengo na última rodada, apenas com a alteração na lateral direita. O titular Jonathan está suspenso pelo terceiro cartão amarelo e dará lugar a Rômulo.

O técnico Cuca ainda não comandou nenhum treinamento coletivo durante a semana e a expectativa é de que ocorra um nesta sexta-feira. Só assim será confirmada uma possível escalação da equipe para a última rodada.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Cuca pode selar boa campanha e
se consagrar com o título brasileiro

Treinador supera desconfiança da torcida, mostra trabalho consistente
e ainda acredita na conquista diante do Palmeiras, na Arena do Jacaré

Por Fernando Martins Y Miguel Belo Horizonte

Cuca na coletiva do CruzeiroCuca superou desconfiança da torcida celeste
(Foto: Washington Alves / Vipcomm)

Ele chegou cercado de muita desconfiança por parte da torcida do Cruzeiro. Seu currículo, apenas com o título carioca do ano passado, conquistado no comando do Flamengo, contribuiu para que os torcedores celestes ficassem receosos em acreditar em um bom trabalho do técnico Cuca.

A tarefa de substituir Adilson Batista não foi fácil. Afinal de contas, o antigo treinador, que havia classificado a Raposa para duas Libertadores anteriores, deixou o clube em um momento delicado, após a eliminação do time nas quartas de final do torneio continental. Mas Cuca manteve boa parte da equipe titular e contou com algumas mudanças que surtiram efeito, como as entradas dos zagueiros Caçapa e Léo e do meia argentino Montillo.

Humilde, após cada vitória da equipe, Cuca sempre creditava a boa performance aos jogadores. Trabalhando como um autêntico mineirinho, o time saiu do 13º lugar, posição em que o Cruzeiro figurava quando assumiu o comando, para brigar pela liderança e, consequentemente, pelo título.

Inicialmente, o primeiro objetivo era a classificação para a Taça Libertadores. Agora, ‘a menina dos olhos’ do cruzeirense é o título de campeão brasileiro. Mas para isso, o time precisa conquistar a vitória diante do Palmeiras, neste domingo, às 17h (de Brasília), na Arena do Jacaré, e ainda torcer por tropeços de Fluminense e Corinthians, que jogam contra os já rebaixados Guarani e Goiás, no mesmo horário.

Cuca treino Cruzeiro

Cuca, no entanto, tem um trunfo importante. Seu desempenho à frente do Cruzeiro é de campeão. Em 30 rodadas, o treinador conquistou 63,3% de aproveitamento. Rendimento superior ao líder Fluminense, que tem 61,3%. Ao saber desses números, Cuca ficou surpreso.

- Não sabia desses números. Mas é bom saber que o trabalho vem sendo bem feito, a estrutura que o clube dá, a vontade que os jogadores vêm mostrando na competição. A gente fica muito feliz e só lamenta pela equipe ter tido alguns percalços durante a competição, mas todas as outras também tiveram. Temos mais um jogo pela frente e quem sabe esses números não melhoram – destacou.

Cuca não estará no banco de reservas no último confronto da equipe no Brasileirão, justamente no jogo que poderá consagrá-lo. Ele foi punido com suspensão de dois jogos por conta de gestos e declarações após a polêmica derrota para o Corinthians, no Pacaembu.

Contra o Flamengo, em Volta Redonda, o treinador ficou nas arquibancadas do estádio Raulino de Oliveira, passando orientações para seu irmão e auxiliar técnico, Dirceu Stival, o Cuquinha. O comandante celeste preferiu minimizar o fato de não ter comandado a equipe à beira do gramado e contou como foi a experiência.

- Isso é o que menos importa. O importante foi que o Cruzeiro venceu o jogo, foi forte, soube o que fazer em uma partida decisiva, jogando com estádio lotado em um jogo complicado. Mas foi normal, como sempre ocorre quando você conversa com um auxiliar. Ele ficou em meu lugar, como se eu tivesse ali.

Indicado como um dos três melhores técnicos no prêmio Craque do Brasileirão, juntamente com Muricy Ramalho e Renato Gaúcho, Cuca se mostrou honrado com a escolha e revelou qual é o melhor treinador do Brasileiro em sua opinião.

- Eu fico muito feliz por ter sido escolhido ao lado de dois grandes treinadores como o Muricy e o Renato. Não só nós três, mas todos os outros também mereciam estar na lista, porque não é fácil. Indiquei o Renê Simões para homenageá-lo por tudo o que ele fez no campeonato. Não é fácil passar por tudo o que ele passou e continuar, não ir embora. Às vezes, se é outro, não aguentaria ficar lá com tudo o que ele passou.

STJD concede efeito suspensivo
e Cuca comanda Cruzeiro do banco

Treinador teria de cumprir dois jogos por causa da expulsão contra o Timão

Cuca reclama na partida entre Corinthians e CruzeiroCuca reclama na partida contra o Corinthians
(Foto: Washington Alves / Vipcomm)

O Cruzeiro ganhou um importante reforço para o jogo contra o Palmeiras, no próximo domingo, às 17h (de Brasília), na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. O técnico Cuca comandará o time do banco de reservas.

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) concedeu efeito suspensivo ao treinador cruzeirense. Cuca estava suspenso por dois jogos por causa da expulsão na derrota do Cruzeiro para o Corinthians, no Pacaembu, no dia 24 de outubro.

O recurso ainda será julgado no pleno do STJD, mas a data ainda não foi definida.